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Cenário · Banca & seguros

O setor onde testar deixou de ser boa prática e passou a ser obrigação.

Instituição financeira de média dimensão. Banca digital, app móvel, portal de parceiros. Auditoria anual feita em março; estamos em setembro e entraram catorze releases desde então.

Percurso-tipo · descreve o método aplicado a um perfil representativo do setor

Exposto à internet Alcançável por dentro, via sonda O que não se pode perder
  1. Dia 1 · Âmbito

    O que está autorizado, por escrito

    A equipa define o perímetro: domínios da instituição, intervalos de IP próprios, e exclusão explícita dos sistemas de pagamento em produção fora da janela acordada. Nada fora disto será tocado, e o âmbito fica registado com quem o autorizou.

  2. Dia 1 · Descoberta

    Aparece o que não estava no inventário

    O varrimento do domínio encontra ativos que nenhuma lista interna continha: um ambiente de pré-produção de uma campanha antiga, ainda acessível, e um subdomínio de um portal de parceiros descontinuado há dois anos que continua a responder.

  3. Dia 2 · Correlação

    Um achado isolado não é um risco

    O ambiente de pré-produção corre uma versão antiga da aplicação. Um scanner pararia aqui, com um alerta de severidade alta. A pergunta que fica por responder é se aquilo dá mesmo acesso a alguma coisa — e é essa que separa ruído de risco.

  4. Dia 2 · Validação

    Provar, não supor

    A exploração confirma que a versão antiga aceita credenciais de teste que nunca foram removidas (T1078, contas válidas). A partir daí é possível ler configuração que inclui uma chave de integração ainda válida em produção. O caminho deixou de ser hipótese.

  5. Dia 2 · Contenção

    Até onde ir, decide quem responde pelo sistema

    O passo seguinte — usar a chave contra o sistema de produção — é o que confirmaria o impacto real. É também o que pode afetar serviço a clientes. A plataforma para aqui.

A plataforma para aqui

Utilizar a chave de integração encontrada para confirmar acesso ao sistema de produção.

Porque é que isto exige uma decisão humana
Confirma o impacto real em vez de o estimar, mas toca num sistema com clientes ligados. É exatamente o tipo de ação que não deve acontecer sem alguém responsável dizer que sim.
O que foi decidido
O responsável de segurança aprova para a janela de manutenção da madrugada seguinte, com o registo da decisão associado ao pedido.

O que fica documentado

  • Cadeia completa do caminho de ataque, do ativo esquecido à chave de produção
  • Prova reproduzível de cada passo, com data, hora e âmbito aplicável
  • Registo de quem autorizou a ação sensível e quando
  • Reteste automático depois da correção, para confirmar que fechou
Demonstração personalizada

Veja a DIANA em ação.

Uma operação ao vivo num âmbito de exemplo: da descoberta à exploração validada, com aprovação humana e o relatório de evidências gerado na sessão.