Dados de categoria especial, equipamento que não pode parar.
Unidade hospitalar com portal do utente, sistema de informação clínica e equipamento médico ligado à rede. Vários fornecedores com acesso remoto para manutenção.
Percurso-tipo · descreve o método aplicado a um perfil representativo do setor
- Dia 1 · Âmbito
Primeiro, o que não se toca
Antes de definir o que testar, define-se o que está interdito: equipamento em uso clínico, sistemas de suporte de vida, e qualquer ação que possa degradar disponibilidade em horário de atendimento. Num hospital, o âmbito começa pelas exclusões.
- Dia 1 · Externo
O portal está bem
A superfície externa está razoavelmente tratada — é o que costuma acontecer, porque é a que foi testada nos últimos anos. O portal do utente não apresenta caminhos exploráveis.
- Dia 3 · Interno
A pergunta que ninguém tinha feito
A sonda instalada na rede interna responde a outra coisa: se alguém entrar — por um posto de trabalho comprometido, por um acesso de fornecedor — até onde chega? A resposta encontra-se num segmento onde vive equipamento que não pode ser atualizado por restrição do fabricante.
- Dia 3 · Movimento lateral
A segmentação não segmentava
A partir desse segmento é possível alcançar a rede onde reside o sistema de informação clínica (T1210, exploração de serviços remotos). A separação existia no diagrama; não existia na configuração.
Confirmar acesso de leitura a um registo clínico de teste para provar o alcance.
- Porque é que isto exige uma decisão humana
- Sem confirmação, o achado é uma inferência a partir de topologia. Com confirmação, é um facto — mas envolve dados de categoria especial nos termos do art. 9.º do RGPD.
- O que foi decidido
- Aprovado apenas contra um registo sintético criado para o efeito, sem tocar em dados de doentes reais. A restrição fica registada junto da autorização.
O que fica documentado
- Prova documentada de que a segmentação de rede não fazia o que o diagrama dizia
- Caminho exato do posto de trabalho ao sistema clínico, passo a passo
- Registo de que nenhum dado de doente real foi acedido, e da decisão que o determinou
- Base factual para a avaliação de impacto e para a notificação, se vier a ser necessária
Veja a DIANA em ação.
Uma operação ao vivo num âmbito de exemplo: da descoberta à exploração validada, com aprovação humana e o relatório de evidências gerado na sessão.